3 de abr de 2012

Aves Ameaçam os aeroportos de São Paulo



Entre os casos que chegaram ao órgão da Aeronáutica, a maioria envolveu aves que não puderam ser identificadas pela tripulação. Das identificadas, o quero-quero é a que mais causou colisões. Em segundo lugar vem os urubus, em terceiro o carcará e em quarto a coruja.
De acordo com o Cenipa, “o crescimento da população associado à ocupação desordenada do solo urbano, aos sistemas de coleta pouco eficientes, à demanda por locais para destinação de resíduos sólidos e às condições ainda inadequadas de saneamento básico” são os grandes causadores do problema.
Em 1995, o Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) aprovou uma resolução em que foram estabelecidas restrições à implantação de atividades que atraíssem aves no entorno dos aeroportos. No entanto, não foram definidas obrigações aos órgãos públicos responsáveis pelo uso do solo urbano e pelas sanções aos empreendedores. O Cenipa aponta que as ações realizadas para prevenção do problema ainda são insuficientes para reduzir os riscos, já que as aves quase sempre não são residentes no aeroporto, mas no entorno.
“A maioria das autoridades sabe que existe risco de uma aeronave ser "abatida" por uma ave ou um bando de aves, como mostrou a amerissagem (aterrisagem na água) do avião da companhia US Airways, no Rio Hudson, em 15 de janeiro de 2009", alerta o relatório.
O caso a que se refere o Cenipa aconteceu nos Estados Unidos com um Airbus A320 da US Airways que saiu de Nova York com 155 pessoas a bordo rumo a cidade de Charlotte, no estado da Carolina da Norte. O avião fez um pouso forçado no Rio Hudson. A causa mais provável do acidente foi o impacto com uma revoada de gansos. Ninguém saiu ferido.
No Brasil, o diretor de segurança de voo do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Carlos Camacho, afirmou que os números do Cenipa acendem um "alerta vermelho" nos aeroportos de São Paulo. “O fato das colisões terem mais que dobrado em um ano nos coloca sob alerta e mostra que as autoridades têm que se envolver definitivamente na resolução deste grave problema”.
Infraero mantém programa de controle da fauna
A Infraero, que administra os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, disse que desenvolve o Programa Perigo de Fauna, cujo objetivo é reduzir os fatores atrativos da fauna por meio de ações internas e externas nos aeroportos de todo o país e com isso aumentar a segurança nos procedimentos de pouso e decolagem.
“A Infraero mantém desde 2001 o programa Fauna nos Aeroportos que age com o intuito de monitorar e controlar a presença de fauna, principalmente a aviária, nas áreas dos aeroportos administrados pela empresa”, disse a companhia.
“Diversas ações são implementadas todos os dias para afastar as aves e espécies da fauna local das áreas críticas dentro das áreas dos aeroportos, a partir de diagnósticos elaborados por biólogos contratados para subsidiar o Programa Perigo de Fauna, como também por instituições contratadas para este fim”, completa a nota da estatal federal.
O Cenipa informa que os prejuízos diretos das empresas aéreas com as colisões com aves são superiores a US$ 3,35 milhões por ano. “Os custos indiretos multiplicam este montante por cinco”, disse o órgão. Quem paga essa conta, no final, são os passageiros com as tarifas.

Fonte: Diário de São Paulo / NOTIMP

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